quinta-feira, 16 de junho de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
sábado, 30 de abril de 2016
sexta-feira, 29 de abril de 2016
O cuidador familiar de idosos - Parte II
Ainda que a família de um idoso tenha conhecimento de um histórico familiar de quadros de demência, diabetes, problemas circulatórios e cognitivos, esta família segue o seu percurso de atividades, sem alguma expectativa de que suas rotinas serão algum dia afetadas pelo surgimento da necessidade de um cuidador. Ainda que a família disponha de recursos para investir no trabalho de um cuidador formal, ou seja, habilitado por uma entidade na área da saúde, esta torna-se sujeita a uma percepção deste novo momento, um desafio para todos. Quando porém, a realidade econômica e social não é favorável para se contratar os serviços de um cuidador formal, esta família precisará de muito tato, coerência e compreensão mútua para lidar com este novo momento.
Como já introdutoriamente falei sobre os que estatisticamente se tornam cuidadores familiares, isso não exclui que qualquer membro dessa família se torne um cuidador familiar, pois, conforme for o ritmo de vida dos membros dessa família, isso fará com que recaia sobre um dos membros, consideravelmente mais disponível ou conveniente para exercer esta função de cuidador. Ainda que o mais comum é que inicialmente o conjunge seja o provável cuidador, por conhecer melhor o seu par, é possível que um dos filhos, na maior parte dos casos, as filhas acabem por assumir este papel na família; isso também indica que, se este filho ou filha tinha planos de uma certa carreira profissional, um projeto pessoal independente, ter um relacionamento amoroso, casar-se, etc, em muitos casos tem seu projeto de vida interrompido ou impedido em razão deste fato novo: a presença de um pessoa idosa dependente na família.
Uma vez definido quem assume este responsabilidade, ainda que com pouco conhecimento de cuidado com idosos, isso traz para família uma primeira sensação de situação sob controle, entretanto, quem assume a responsabilidade a responsabilidade de cuidador enfrentará um condição de limitações e restrições na sua vida pessoal. E aí? Dentro de nosso contexto capitalista, consumista e compulsivo, como de fato poderemos nos certificar que esta família terá acesso ao melhor forma possível de adaptação a esta nova realidade? é certo acharmos que basta um membro da família para lidar com esta mudança de rumo que na verdade, não será apenas na pessoa idosa dependente mas também mudança brusca na vida deste cuidador? Vamos conversar sobre os nós cegos e a saídas viáveis para este momento na família o qual ninguém espera.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
O cuidador familiar de idosos - Parte 1
Tudo está bem enquanto nosso idoso pode desfrutar de sua autonomia, tanto social quanto financeiramente, sempre disposto a receber seus filhos e netos em casa, pela simples alegria de ver sua posteridade com saúde e progressos nos estudos e no trabalho, até que, um acidente, ou mesmo uma anomalia no organismo ou ainda dificuldades cognitivas que vão acontecendo, tornando comuns alguns esquecimentos, a ponto de comprometer aquela autonomia de antes.
Sabemos que, por razões econômicas e sociais, um grande numero de famílias hoje busca na medida das possibilidades, investir num cuidador formal, aquela pessoa habilitada para cuidar de idosos devidamente credenciada. Quando os recursos não são suficientes para este fazer profissional, busca-se na família quem possa se dispor para acompanhar aquela pessoa idosa, agora dependente. A definição de quem será este cuidador familiar passa por uma decisão rápida em vista da urgência deste novo momento. A predominância de cuidadores é habitualmente, o cônjuge, seguido de uma filha e por seguinte um filho, fato comprovado nas atividades de pesquisa de Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar, no Campus de Geriatria da UFF Niterói.
A presença de um idoso dependente na família muda consideravelmente a rotina desta família, até então focada em sua atividades enquanto indivíduos, em especial, os filhos em suas atividades estudantis ou de trabalho secular. Afetivamente, ocorre então um estado de tensão e perplexidade, conforme for a causa ou circunstancia dessa dependência da pessoa idosa. Não seria adequado comparar este "adoecimento familiar enquanto resultado" e o adoecimento familiar no caso de dependência química que acaba por acontecer com um dos pais ou um dos filhos; pois há uma contingência existencial no segundo caso e um adoecimento por fatores físicos e naturais no caso dos idosos. Por esta razão a esta família com pessoa idosa dependente necessita toda ela de uma atenção especial nesta primeira fase da atenção a este idoso. É preventivamente ideal que cada família possa perceber com antecedência aquela pessoa que já se encontra mais próxima deste adulto idoso autônomo, para que acompanhe e esteja atento às mudanças que normalmente acontecem com seu idoso, que já não tem a mesma mobilidade ou agilidade e que haja um sadio consenso entre os membros da família para que este apoio seja compartilhado e cotizado entre os que podem se dispor de forma coerente e equilibrada, serem presentes e compreensivos com esta nova fase da vida que, quanto ao caso exemplificado,sucede a um dos pais.
Você pode perguntar: Tudo bem mas, como se dá quando nosso idoso pai ou mãe se torna uma pessoa dependente, como faremos para que não falte apoio, segurança de cuidados? Este é o assunto que tratarei na semana que vem. Se houver dúvidas, podem ser colocadas nos comentáríos deste blog, no que serão respondidas oportuhnmente. Grande Abraço a todos!
Carlos Alberto Machado Gomes
Psicólogo Clínico
Especialista em Geriatria e Gerontologia Interdisciplinar pela
Universidade Federal Fluminense
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Uma feliz notícia: idosos valorizados no Brasil
O Governo entrega o primeiro condomínio residencial exclusivo para idosos do Brasil, e torna a Paraíba referência nacional na criação e fortalecimento de políticas públicas para a terceira idade. O condomínio Cidade Madura, localizado no Cidade Verde, em João Pessoa, dispõe de 40 unidades habitacionais, posto médico, pista de caminhada, redário, praça e centro de vivência, tudo projetado para atender às necessidades e garantir qualidade de vida para os idosos que mais precisam.
São quase R$ 4 milhões investidos em algo que não tem preço: A dignidade e o respeito a quem precisa e merece! Campina Grande, Cajazeiras e Sousa também serão contempladas com o projeto que é pioneiro no país. #GovParaiba#CidadeMadura #Paraíba #Brasil
quinta-feira, 17 de abril de 2014
OBSERVATÓRIO DA LONGEVIDADE HUMANA E ENVELHECIMENTO: CONDOMÍNIO AMIGO

O Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento é uma organização da Sociedade Civil (ONG) não corporativa, apartidária, que desenvolve, produz, cria, reivindica e acompanha, junto com outras organizações da sociedade, o processo de envelhecimento e o aumento da expectativa de vida no Brasil e suas conseqüências. Trata-se de um olhar multidisciplinar que contribui para a construção de saberes sobre o envelhecimento e a longevidade humana, ao permitir a renovação das práticas sociais e tratar das inúmeras velhices no Brasil. Também é um local de comunicação, solidariedade e intervenção que facilita o desenvolvimento dos projetos científicos, sociais, culturais e educativos. Tem como missão transferir, sob a forma de conhecimento: informações, resultados sistematizados de estudos, pesquisas aplicadas sobre o envelhecimento, serviços, políticas, práticas, conceitos, ideais, valores e comportamentos para diferentes grupos da sociedade e do poder público, de forma a estimular mudanças e o aumento dos índices de desenvolvimento social desta população que aumenta progressivamente. Tem como princípios a solidariedade e políticas públicas; uma nova concepção; democratização de conhecimentos; educação, informação e intervenção; e interdisciplinaridade. Esta mesa propõe-se a apresentar o Projeto Condomínio Amigo, idealizado pelo OLHE, vencedor na categoria Programas Exemplares do Concurso Talentos da Maturidade do Banco Real em São Paulo, no ano 2008.
Palavras-chave: Longevidade; Condomínio Amigo; redes de solidariedade
Rita Duarte do Amaral, Ingrid Vilardi Mazeto, Regina Pilar Galhego Arantes, Bernadete de Oliveira
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
o olhar de um Gerontólogo
Quando a familia se vê na missão de cuidar de um idoso dependente, as alternativas se resumem a necessidade de um cuidador familiar, alguém que se dedique integralmente a este idoso, que pode ser um pai, uma mãe ou mesmo o cônjuge e, outra solução é o contrato de um cuidador formal, que será custeado por esta família. Este cuidador agora tem os olhos voltados para esta familia e para este idoso; a família se volta com expectativas de traquilidade e com certeza dando o suporte necessário para que este cuidador desempenhe bem esta missão, mas não é só isso, este idoso, ainda que pareça ter agora pouca percepção da realidade, ele também tem um olhar próprio para este cuidador e essa família; ele precisa de cuidados clínicos, ajuda para deslocar-se, remédios pontuais, porém, de igual modo quer ser percebido com alguém que tem uma história de vida, uma trajetória, ele precisa da presença dos seus netos se os tiver, amigos, interação social e afetiva, ele precisa de tranquilidade ambiental; de positividade, de bom entendimento entre os membros dessa família.
Mesmo que este cuidador seja contratado, é possivel que este idoso se sinta muito bem com a qualidade deste profissional e não se adapte a outro cuidador, é importante que a familia dê atenção a estes detalhes, uma vez que, especialmente em razão do processo de envelhecimento, todo acompanhamento clínico visa trazer a este idoso o melhor bem-estar possível e que ele, possa na medida do possível, usufruir dignamente de todo este conjunto de ações que vão dos procedimentos médicos e o não menos importante, a participação de toda a família, contribuindo para um ambiente de paz e de serenidade.
Como não somos eternos, já é internalizado em nós a necessidade de sermos reconhecidos na constituição da família, as conquistas, os esforços, a torcida pelo seu time de futebol, levar a ele ou ela, aquilo que lhe dá satisfação, seja através da música, leitura de versos, atividades ludicas, tudo que se torne possivel dar a este idoso o sentimento de recompensa por todas as suas realizações e investimentos na vida, isto pode determinar nas devidas proporções uma qualidade de vida ,que permita a este idoso se sentir em harmonia e consequentemente, melhor aproveitamento psicológico favorável à sua saúde.
Carlos Alberto Machado Gomes
Psicólogo
Especialista em Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
domingo, 29 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
você vai envelhecer! uma noticia libertadora!
Olá Você!!
É muito estimulante quando
ouvimos alguém dizer ao nosso ouvido: “Vamos viver o momento, viver o agora,
vamos nos apoderar do hoje, o importante é o que você quer agora!” Outra forma
de convite dando prioridade ao momento presente é também de forma espiritualizada:
“ O futuro pertence a Deus! Nós não sabemos o que será nosso destino!”.
Mas, espere um pouco e pense.
Você está lendo este texto há 15 ou vinte segundos, mas obviamente não entendeu
o que eu quero transmitir; isso só significa uma coisa: Não há momentos
inexpressivos ou menos importantes, pois é de momento em momento que vamos
compreendendo as lições maravilhosas da vida, é que nossa “ficha cai” e damos
conta de algumas coisas em nossa vida que ficaram para trás ou que precisam ser
melhores daqui para frente.
Quando um amigo nosso faz
aniversário, é comum desejarmos a ele muitos anos de vida; estamos desejando
uma das mais belas bênçãos que a vida nos oferece; a maturidade, com saúde, paz
e afeto na família.
Nesse caso, em cumprimento aos
meus votos, devo te dizer que voce vai envelhecer!
Não veja isso como uma pegadinha
de mal gosto; é a mais pura verdade. Voce não tem escolha, ou vai envelhecer ou
então, você esta se despedindo de mim! Espero sinceramente que não seja o
segundo caso.
É lamentável que este tema seja
visto com um certo terror; você que agora é tão jovem, como se imaginar se a
mesma agilidade de hoje, uma boa cognição, o bom humor sempre em cima e se ver
livre da pecha de antiquada(o).
Envelhecer faz parte da vida,
isso você já sabe! Em média nosso envelhecimento começa a partir dos 40 anos de
idade. Enquanto você lê este texto, células no seu corpo estão nascendo e
morrendo sem que isso te cause nenhuma dor; isso mostra como é natural
amadurecer; frutos amadurecem, pensamentos amadurecem, conceitos amadurecem,
animais novos se tornam velhos como cães e gatos, e seres humanos
envelhecem.
Quero que este site seja um lugar
virtual de encontro com você mesma(a).
Já chegou aos 50 anos? Que
chique! Quanta experiência de vida! Quantas ralações e batalhas e aí você está,
dando um olé para o tempo e com a chance de usufruir da sua melhor parte da sua
vida; antes se dizia que a vida começa aos 40, corrija para 50. Hoje nosso
índice de longevidade aumentou para 74 anos, há poucos anos era de 65 anos;
isso significa que hoje graças aos recursos tecnológicos, avanços da medicina,
informação e politização do idoso, temos hoje pessoas aos 70 anos ainda em
pleno exercício das suas atividades, mesmo aposentado, dedicando-se aos estudos
ou dedicando-se ao um hobby ou o trabalho que exercia quando jovem, agora com
toda sua experiência.
Aqui eu quero estimular você que
pense com carinho na sua vida, no quanto você pode resgatar de todo esforço
feito até agora, com um detalhe especial, nada necessariamente que perpetue
suas características iniciais, mas que agora mais amadurecida(o), você desfrute
de facto, de todos os esforços para se dedicar a uma carreira profissional, ter
uma família estabelecida, filhos criados e encaminhados. O momento agora é que
você chame para si todo merecimento a esses esforços, para que daqui em diante
você possa usufruir do melhor bem estar possível, com satisfação, saúde e
sobretudo, dignidade.
Ninguém envelhece igual a outro,
cada um de nós vai ter um envelhecimento concernente a toda nossa história de
vida, seja no que tange a hábitos alimentares, relacionamento familiar,
histórico médico, eventos que tenham alterado seu estado de saúde, hábitos ou
vícios, tudo isso escreve nossa história.
O mais importante mesmo é que
você possa compreender a si mesmo, aceitar seus limites, avançar para o que
pode ser superado e assim ver a vida com novos olhos.
Se você é igual a mim, que também
vai chegar aos 60 anos daqui a 2 anos, vamos fazer um bom coro de vozes, dando
as boas vindas para essa idade tão bonita, e depois aos 70, os 80, com todas as
oportunidades de bem-estar e alegria bem presentes.
Estou curtindo, no melhor
sentido, minha idade atual, que aliás tem o seu charme! Convenhamos e
admitamos! Que este site seja bem proveitoso para todos vocês!
Carlos Alberto Machado Gomes
Psicólogo e Gerontólogo
UFF Niterói, RJ
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
o que vem a ser Psicogerontologia?
•O conceito do envelhecimento bem- sucedido vem assumindo uma posição muito importante na literatura gerontológica, embora seu significado, bem como suas implicações teóricas e práticas, estejam longe de alcançar um práticas, estejam longe de alcançar um consenso entre os pesquisadores.
•Além das críticas à própria natureza do termo que o denomina, por sua associação à idéia de um sucesso econômico não acessível a todos, questiona-se o caráter prescritivo e, muitas vezes, restritivo que o conceito muitas vezes, restritivo que o conceito implica ao não incluir arranjos de envelhecimento bem-sucedido para idosos em situações de fragilidade (incluindo ainstitucionalização).
•teorias recentes sobre o envelhecimento bem-sucedido têm apontado para novas abordagens, que consideram tanto os ganhos quanto as perdas inerentes ao processo de envelhecimento.
•Dessa forma, tais teorias trazem novas possibilidades de conciliação para a aparente contradição entre o conceito do envelhecimento bem-sucedido e a institucionalização da velhice.
•Dessa forma, tais teorias trazem novas possibilidades de conciliação para a aparente contradição entre o conceito do envelhecimento bem-sucedido e a institucionalização da velhice.
•Envelhecimento bem-sucedido termo criado por R. J. Havighurst.
•Rowee Kahn pessoas que envelhecem de forma bem-sucedida são aquelas que apresentam um baixo risco de doença e incapacidades (que apresentam, por incapacidades (que apresentam, por exemplo, fatores de estilo de vida saudáveis, tais como dieta adequada, ausência do hábito de fumar e prática de atividades físicas);
•Rowee Kahn pessoas que estão utilizando ativamente habilidades de resolução de problemas, conceitualizaçãoe linguagem; pessoas que estão mantendo contatos sociais e estão participando em atividades estão participando em atividades produtivas (voluntariado; trabalho remunerado ou não remunerado).
•Embora o termo “envelhecimento bem- sucedido” tenha se tornado central na literatura gerontológicainternacional, ainda existe bastante polêmica em torno da sua utilização.
•De acordo com Neri o termo suscita a polêmica “quando se entende que em bem-sucedido existe uma conotação de bem-estar econômico associado a uma exacerbação do individualismo”.
•O uso moderno do termo “sucesso” refere-se a feitos favoráveis consequentes do comportamento e das ações do indivíduo e, frequentemente, é medido pelas realizações econômicas.
•Por causa desses usos materialistas do termo, sucesso é considerado por alguns uma escolha infeliz para descrever os resultados da velhice.
•Para Baltese Cartensen, entretanto, sucesso não está explicitamente limitado a resultados utilitários.
•Sucesso pode se referir à conquista de objetivos pessoais de todos os tipos, variando da manutenção do variando da manutenção do funcionamento físico e boa saúde à generatividade, integridade do ego, autoatualização e relacionamento social.
•Também Neri coloca que, embora a crítica chame a atenção para a necessidade de utilizar um nome menos discutível, a idéia básica do conceito é de velhice com manutenção dos níveis habituais de adaptação do indivíduo.habituais de adaptação do indivíduo.
•Não se pode negar nem minimizar a importância da pesquisa sobre os declínios relacionados ao avanço da idade.
•As dificuldades do envelhecimento são muito reais, envolvendo perdas nos muito reais, envolvendo perdas nos domínios físico, cognitivo e social.
•As dificuldades do envelhecimento, entretanto, não são o “único lado da moeda”.
•O outro lado envolve crescimento, vitalidade, esforço e contentamento.
•De acordo com Bearon, uma tendência que vem surgindo na gerontologia envolve o desenvolvimento de arranjos para o envelhecimento bem-sucedido para aquelas pessoas que experienciam privações significativas na idade privações significativas na idade avançada.
•Dentre os modelos de envelhecimento bem-sucedido que procuram incluir os potenciais e os limites, bem como as perdas e os ganhos inerentes à idade avançada, destaca-se o “modelo da otimização seletiva com compensação”. otimização seletiva com compensação”.
•Este modelo, que será apresentado na sequência, por sua flexibilidade e abrangência, pode ser de grande valor para a compreensão dos elementos e mecanismos que podem levar a uma velhice bem-sucedida mesmo no cenário velhice bem-sucedida mesmo no cenário das instituições de longa permanência.
•Segundo Baltese Cartensen, o modelo da otimização seletiva com compensação define “sucesso” como o encontro de objetivos e “envelhecimento bem- sucedido” como a minimização de perdas com a maximização de ganhos.com a maximização de ganhos.
•O modelo da otimização seletiva com compensação especifica três processos que atuam como facilitadores no controle das perdas ocorridas na velhice: seleção, otimizaçãoe compensação.
•Um exemplo da vida real que poderia ilustrar bem os três processos seria o de um corredor de maratona em idade avançada que pode manter a meta de vencer ao competir dentro de grupos de sua faixa etária e correndo percursos menores e mais fáceis (exemplos de seleção); trocando o tipo de calçado e seleção); trocando o tipo de calçado e aumentando o período de aquecimento
•(compensação) e usando dieta especial e vitaminas para melhorar o seu desempenho (otimização).
•A seleçãopode ser ativa ou passiva, interna ou externa, intencional ou automática. Refere-se às crescentes restrições nos domínios de vida como consequênciaou antecipação de mudanças nos recursos pessoais e mudanças nos recursos pessoais e ambientais. Na velhice, essas mudanças são frequentementeperdas.
•A seleção pode implicar evitar totalmente um domínio ou pode significar uma restrição em tarefas e objetivos dentro de um ou mais domínios.
•Um idoso cuja esposa esteja sofrendo de uma doença terminal, por exemplo, pode renunciar totalmente ao domínio da sexualidade, ou pode restringir alguns objetivos e envolvimentos na rede social, mas aumentar esforços no domínio das mas aumentar esforços no domínio das atividades de lazer e da família.
•A tarefa adaptativa do indivíduo é selecionar domínios de alta prioridade, tarefas e objetivos que envolvem a convergência entre as demandas ambientais, as motivações individuais, habilidades e capacidade biológica.habilidades e capacidade biológica.
•A seleção, porém, sempre envolve o reajuste dos objetivos individuais; pode ser proativa ou reativa; pode envolver mudanças ambientais
(mudando o local de moradia, por exemplo), mudanças comportamentais ativas (reduzindo o número de compromissos, por exemplo), ou ajustamento passivo (evitando subir escadas, ajustamento passivo (evitando subir escadas, por exemplo, ou permitindo que alguém assuma responsabilidades, por exemplo).
•Proativamente, pelo monitoramento do funcionamento corrente, as pessoas prevêem mudanças e perdas (por exemplo, a morte do cônjuge) e movem esforços para buscar tarefas e domínios que podem permanecer intactos depois que podem permanecer intactos depois das perdas.
•A seleção é reativa quando mudanças imprevistas ou repentinas forçam as pessoas a fazerem uma seleção.
•A compensação, o segundo componente, torna-se operativo quando existem mudanças associadas com a pessoa ou com o ambiente nos recursos meios-fins.
•Por exemplo, quando capacidades comportamentais ou habilidades são comportamentais ou habilidades são perdidas ou reduzidas abaixo do nível requerido para seu adequado funcionamento.
•A compensação pode também se tornar necessária em função de uma seleção.
•O organismo pode ter de compensar em domínios que não são selecionados como prioridades e que, portanto, recebem menos atenção e energia. Um exemplo é menos atenção e energia. Um exemplo é a delegação de atividades a outras pessoas.
•A compensação, que pode ser automática ou planejada, refere-se ao uso de meios alternativos para alcançar os mesmos objetivos .
•A compensação pode envolver comportamentos existentes, a aquisição comportamentos existentes, a aquisição de novas habilidades ou a construção de novos significados que ainda não estão no repertório de um indivíduo.
•A compensação difere, pois, da seleção pelo fato de o objetivo ser mantido, mas novos meios serem elencados para compensar uma deficiência comportamental para manter ou otimizar o funcionamento anterior. o funcionamento anterior.
•O elemento da compensação envolve tanto aspectos da mente como o uso de tecnologias.
•Os esforços compensatórios incluem , por exemplo, o uso de estratégias mnemônicas ou auxílios externos de memória quando os mecanismos internos de memória provam serem insuficientes. insuficientes.
•O uso de um aparelho auditivo é um exemplo de compensação por meio da tecnologia.
•A otimizaçãorefere-se ao enriquecimento ou aumento das reservas ou recursos e, então, ao alcance do funcionamento ou desempenho em domínios de vida selecionados.
•A otimização pode ocorrer em domínios existentes ou envolver investimento em novos domínios e objetivos consoantes com tarefas de desenvolvimento do processo de envelhecimento, tais como a aceitação de nossa própria mortalidade.aceitação de nossa própria mortalidade.
•A literatura recente em gerontologia sugere que muitos idosos, em princípio, têm os recursos e as reservas necessárias para otimizar funções, mas encontram ambientes restritivos ou superprotetores que inibem a otimização.que inibem a otimização.
•Não existe dúvida de que o processo de otimização será contingente em grande extensão para estimular e melhorar condições ambientais.
•Então, a sociedade desempenha um papel central em oferecer ambientes que papel central em oferecer ambientes que facilitem a otimização.
•Baltese Cartensenacreditam que, embora os três processos da otimização seletiva com compensação sejam ativados mais facilmente e mais prontamente quando existe um arranjo de recursos disponíveis com o qual podem contar, mesmo pessoas em condições de fragilidade podem selecionar, compensar e fragilidade podem selecionar, compensar e otimizar para atender seus objetivos.
•Embora hajam portarias normatizando o funcionamento de instituições de longa permanência no Brasil, infelizmente o que se observa ainda é um panorama predominantemente negativo, frequentementeassociado ao tão frequentementeassociado ao tão criticado modelo asilar de atendimento ao idoso.
•Como afirmam Born e Boechat “não se pode falar de idosos institucionalizados sem antes fazer referências a imagens negativas frequentementeassociadas a entidades que o abrigam, para as quais a que o abrigam, para as quais a denominação popular asilo continua a prevalecer”.
•Conforme Lafin, o primeiro tipo de instituição conhecido foi o asilo, que se preocupava com a alimentação e a habitação no atendimento aos idosos.
•Seus fundadores eram pessoas carismáticas, em sua maioria religiosas, que se alicerçavam na filosofia do fazer para os idosos, não com os idosos.
•Os recursos eram fornecidos pela comunidade, motivados por seus comunidade, motivados por seus organizadores, mas sem a participação da comunidade, que não conhecia a realidade dos internos.
•Em sua maioria advindas de famílias carentes, algumas pessoas asiladas eram abandonadas por seus familiares ou não tinham parentes, recursos ou qualquer apoio da sociedade.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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